Opinião: pão e circo
Na Roma antiga a adoção da política do "pão e circo", uma prática usada pelo poder para entreter populações enquanto os desmandos ocorriam, era contumaz. Muitos governantes ao redor do mundo, ao longo da história, usaram e, pasme, continuam promovendo "pão e circo" para se perpetuar no poder.
A política do "pão e circo" surgiu na Roma antiga e se consolidou na fase imperial, sendo iniciada pelo imperador Otávio Augusto e registrada pelo poeta Juvenal. Consistia em estabelecer meios para agradar a população plebeia, mantendo-a alienada e satisfeita.
Por meio dessa política, as autoridades romanas distribuíam pão e trigo para os plebeus, além de eventos artísticos para entreter essa população. Apesar dessas tentativas, muitos historiadores atuais entendem que tais práticas eram muito limitadas para manter o povo totalmente alheio à política.
Será?
Olhando para nosso habitat não é bem assim. Ainda que transpareça aos olhos dos mais esclarecidos, vê-se que muitos ignoram o que ocorre ao seu redor. Enquanto os donos do poder se deleitam em espaços privilegiados, com serviços e mordomias, a plebe fica sob efeito hipnótico do circo armado, faça chuva, faça sol.
Na era digital, agora alimentada pelo uso da Inteligência Artificial, o "pão e circo" ganha novos ares. Com um celular na mão registra-se tudo e faz "viralizar" postagens nas plataformas.
Vendo o atentado em Donald Trump, ocorrido neste sábado durante um comício do candidato na Pensilvânia, trouxe-me à memória, 2018, fato registrado em Juiz de Fora.
Curioso é que os dois personagens vítimas têm semelhanças não somente de cunho ideológico, mas, sobretudo, na maneira como agem diante da massa.


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